Dia 13
Por Aluízio A. Silva (retirado do livro "21 Dias Pela Unidade")
Jesus desenvolveu pelo menos três tipos de relacionamentos. Podemos observar esses mesmos três tipos de pessoas em toda Igreja hoje: o visitante, o participante e o discípulo. Ao visitante vamos chamar de multidão, ao participante vamos chamar de seguidor e vamos colocar esses dois níveis em contraste com a vida de um discípulo.
O ministério de Jesus foi um ministério de multidões, mas Ele nunca as priorizou. Por quê? Porque o nível de resposta e de compromisso da multidão é pequeno, inseguro, desconhecido, o nível de impacto de transformação da Palavra sobre ela é pequeno. A multidão não tem um relacionamento com Jesus. Quando exigimos algo da multidão, que só poderíamos cobrar dos discípulos, ela nos deixa.
O segundo nível de relacionamento de Jesus foi com aquelas pessoas que O procuravam para serem aconselhadas. Um exemplo é Nicodemos em João 3. Ele não era multidão, tinha um relacionamento mais próximo com Jesus, todavia, não se obrigava a obedecer a Palavra que Ele lhe dava. Seu relacionamento com o Senhor era mais próximo, mas não o suficiente para tona-lo um discípulo.
O terceiro nível de relacionamento que Jesus construiu foi com Seus discípulos. Aqui, nesse nível, a proximidade é total, a intimidade e a liberdade com a qual se expressa pensamentos e sentimentos são completas. O compromisso e a renuncia também são totais. As motivações dos discípulos e o potencial de resposta de cada um são conhecidos e sobre essas bases os desafios são realizados.
O discipulado fala da aceitação do preço da cruz. Jesus pegou homens comuns, analfabetos, sem formação religiosa alguma e passou a esses homens todo o Seu ministério, unção e autoridade. Jesus não deixou o ministério para a multidão, somente aos discípulos.
Precisamos entender com clareza isto: discipulados são vínculos formados em Deus, vínculos que implicam em decisão, custos a serem pagos e um objetivo a ser cumprido.

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