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Mostrando postagens de março, 2015

A Igreja de Éfeso - Apocalipse

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Éfeso era o lugar de situação da primeira congregação que Jesus abordou no Apocalipse e o Novo Testamento nos diz mais acerca da história dessa igreja do que acerca de qualquer das demais. Plantada por Paulo durante uma breve visita, essa congregação foi alimentada por Priscila e Áquila, cooperadores de Paulo, e depois pelo eloquente expositor Apolo (Atos 18.19-28). Em seguida, Paulo retornou a Éfeso para um extenso período de ministério (três anos), marcado pela vitória do evangelho e do Espírito de Cristo sobre os poderes demoníacos e os aguerridos interesses comerciais em torno do mundialmente famoso templo de Ártemis que havia na cidade (19.1-41). Depois, despedindo-se dos presbíteros efésios, Paulo os convocou a serem vigilantes em proteger as ovelhas de Deus dos “lobos vorazes” e falsos pastores (20.29-30). Escrevendo da prisão ainda mais tarde, Paulo convocou essa igreja à “unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus”, uma maturidade que os capacitaria a permanec...
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Quão maravilhoso seria se a nossa igreja recebesse uma carta encorajadora de Jesus, especialmente se ela não tivesse nenhuma crítica! Jesus não tinha qualquer repreensão à igreja em Esmirna, mas revela sua profunda compaixão por um povo que é fiel ao Senhor e que sofre perseguição como consequência. É difícil para muitos de nós imaginar o que de fato é sofrer pelo Senhor. Contudo, essa carta indica que todos os cristãos devem estar dispostos a sofrer por Cristo. O sofrimento pode assumir várias formas. Enquanto escrevia este artigo, eu recebi um e-mail descrevendo terrível perseguição a cristãos em Orissa, na índia. Ao longo dos séculos, quando as pessoas defenderam claramente a verdade de Jesus Cristo e se recusaram a fazer concessões a outras ideias religiosas, algum tipo de perseguição irrompeu. No período do Novo Testamento, a perseguição geralmente vinha dos pagãos (Atos 19.26-41) ou das autoridades romanas (2Timóteo 4.16-18). Para Esmirna, ela também procedeu de alguns...
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O famoso e falecido  literato norte-americano, John Updike, certa vez escreveu: “Sexo é como dinheiro – só é suficiente em excesso”. Mas os norte-americanos modernos não são o único povo obcecado com sexo; ele tem possuído as mentes dos homens por milênios (como várias pinturas rupestres deixam claro). O mesmo pode ser dito da terceira igreja abordada no Apocalipse de São João. Pérgamo era como a Brasília da Ásia. Era a sede do governo Romano na província e o centro da adoração imperial. Foi a primeira cidade a erigir um templo ao césar Augusto (assim como a Zeus e ao deus-serpente Esculápio). E, assim como certos setores da igreja hoje, as pessoas na igreja em Pérgamo haviam sucumbido à idolatria e estavam obcecadas por sexo (o que, com frequência, vem lado a lado). Nem tudo ia mal, contudo. João prefacia a carta do Messias ressurreto e rei desse modo: “Estas coisas diz aquele que tem a espada afiada de dois gumes” (Apocalipse 2.12), o que se refere às palavras verdadeira...
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Nas páginas iniciais de Apocalipse, nosso Senhor se apresenta como o santo guerreiro celestial (1.12-20) que prepara o seu povo para conquistar os seus inimigos (2.7, 22, 17, 26; 3.5, 12, 21) ao exortá-los a ouvirem o que o Espírito tem a dizer nas cartas que ele escreve a sete igrejas. Notavelmente, embora ele escreva cada carta a uma igreja particular, Cristo insiste que cada uma delas seja ouvida por todos (2.7, 11, 17, 29; 3.6, 13, 22), tornando cada uma delas, efetivamente, uma “carta aberta” para todos os crentes lerem. O que, então, Cristo deseja que aprendamos de sua carta à igreja de Tiatira? Para ouvir essa lição, nós precisamos examinar alguns aspectos chave da carta que Cristo escreveu aos cristãos de lá. Acima de tudo, a mensagem de Cristo aos cristãos de Tiatira é uma advertência de que eles estão em grave perigo espiritual. Mas como pode ser isso? Essa igreja, diferentemente da de Éfeso, não perdeu o seu primeiro amor (2.4-5), ao contrário, cresceu em amor e fé, com...
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Se há algo que o livro do Apocalipse nos ensina, é que as aparências enganam, que há mais do que os olhos podem ver e que as coisas nem são como parecem ser. Quando um dos vinte e quatro anciãos diz a João para contemplar o “Leão da tribo de Judá”, por exemplo, ele se volta e vê, apenas, “de pé, um Cordeiro como tendo sido morto” (5.5-6). Em 2.9 nós lemos acerca daqueles que “a si mesmos se declaram judeus e não são, sendo, antes, sinagoga de Satanás” (ver também 3.9). O relato da “besta que emerge do mar” e a quem foi dado “que pelejasse contra os santos e os vencesse” é, posteriormente, descrita do ponto de vista privilegiado dos céus, e somente então ouvimos acerca dos “vencedores da besta [e] da sua imagem”, os quais estão cantando não o lamento dos mártires derrotados, mas o coro da vitória e o canto de triunfo (13.7; 15.2-4). A desconexão entre como as coisas aparentam ser e como elas de fato são não é menos verdadeira no caso da carta de Jesus à igreja em Sardes. Sardes j...